[Livro] “E se vendêssemos a Mona Lisa? Um apelo ao relançamento da economia da criatividade.”

21 de Janeiro de 2022

Stéphane Distinguin, o fundador e CEO do grupo Fabernovel, um empreendedor especialista em transformação digital e na criação de produtos e serviços inovadores, lançou o seu primeiro livro: “E se vendêssemos a Mona Lisa? Um apelo ao relançamento da economia da criatividade.”


E se vendêssemos a Mona Lisa?
O livro leva o leitor a uma viagem entusiástica e erudita de Florença, a cidade dos Médici, a São Francisco, a cidade das startups; da técnica sfumato à blockchain; de Carlos Magno a Dan Brown… Um “Mise en Abyme” (illustrada na capa do livro) para compreender a história da arte, o seu mercado, a economia e a evolução das suas práticas. É, também, um apelo para a salvação da cultura que tem sido duramente atingida pela pandemia e para fazer da indústria criativa o coração do relançamento económico francês.   

E se vendêssemos Mona Lisa? Esta foi a questão que me coloquei, em frente ao Louvre, em abril de 2020, quando o mundo inteiro tinha deixado de respirar e se preparava para conhecer uma crise económica sem precedentes. Publicada na imprensa, a minha proposta espalhou-se pelos quatro cantos do mundo*, por vezes até sob forma de escândalo. Tinha acabado de abrir a caixa de Pandora. No entanto, estava motivado apenas por uma preocupação: como encontrar dinheiro para salvar o mundo da cultura e permitir aos artistas continuar a escrever o futuro”, explica Stéphane Distinguin. “Lembremo-nos que a cultura tinha sido decretada como não essencial durante a crise, quando na realidade é a alma da França, a sua razão de ser”.    

 

Vender a Mona Lisa é antes de mais uma provocação bem fundamentada para alimentar um debate necessário sobre as políticas culturais a curto ou a longo prazo. Para Stéphane Distinguin, o sucesso da Coreia do Sul vem do seu soft power, que resulta em bandas mundialmente conhecidas como os BTS, em sucessos cinematográficos como Parasite ou ainda Squid Game, ou de tecido industrial como a Samsung, com o seu plano de investimento de 200 mil milhões de dólares. É o fruto de 30 anos de “uma política ambiciosa de criação cultural associada a um apoio massivo às exportações, tanto que o seu presidente, Moon Jae-in, descreveu este período como uma era dourada da cultura“.  

E se de todas as batalhas… da cloud, dos microprocessadores, da exploração espacial, do clima, das biotecnologias,… a da indústria cultural e criativa fosse a menos dispendiosa e fosse a chave para ganhar todas as outras? Poderia inverter a maré, alimentar os outros setores industriais, integrar os grandes desafios sociais e ambientais e, assim, conciliar o crescimento e a consciência”, propõe Stéphane Distinguin. Este livro é um convite à reflexão e à ação para que, como dizia o autor de ficção científica William Gibson, o futuro já existente seja distribuído de forma igual para todos.   

*Na imprensa portuguesa Jornal Económico, RFM e AEIOU.


Comentários de leitores em ante-estreia 

Fleur Pellerin (Ex-ministra da Cultura): “Este título, sob a forma de uma questão “sacrílega”, é o pretexto para uma reflexão fascinante e iconoclasta sobre o financiamento da cultura, numa altura de restrições orçamentais e de domínio das plataformas digitais. Tiremos lições do modelo coreano: a espetacular recuperação económica, acompanhada por uma política pública de “smart power” que, durante os últimos trinta anos, apostou tudo na influência cultural. Se os coreanos ainda idealizam a França, o seu património e o seu estilo de vida, este respeito está mais centrado no património do passado. No mundo de amanhã, o mundo da realidade misturada, do metaverso, dos NFTs, é a Coreia do Sul que se está a afirmar como o único país capaz de competir com o soft power americano. Esta é uma demonstração de que a cultura também deve ser levada a sério por qualquer país que deseje manter ou reforçar o seu estatuto diplomático e levar a cabo o planeamento macroeconómico. É tempo, tanto em França como na Europa, de reconhecer o seu legítimo lugar e continuar a inovar para o seu futuro.”  

Delphine Ernotte (Presidente da União Europeia de Radiodifusão): “Através de uma reflexão apaixonante sobre a história, o papel e o valor da arte nas nossas sociedades ao longo dos tempos, Stéphane Distinguin propõe um apelo vibrante ao investimento massivo nos setores e indústrias culturais. É uma convicção que eu partilho: apoiar a cultura significa criar riqueza e preparar o futuro da Europa e da França.”

Sobre o autor 

Stéphane Distinguin é empreendedor nas indústrias digital, cultural e criativa. Apaixonado por arte, design e literatura, é também o fundador e CEO da agência de inovação Fabernovel. 


Sobre o livro 

  • Editora: JC Lattès 
  • Idioma: francês 
  • 240 páginas
  • 19 € em papel e 13,99 € em digital
  • ISBN : 9782709668729

    Índice:
    1. O desconhecido mais famoso do mundo 
    2. O Renascimento, cem anos e cem quilómetros quadrados de lendas
    3. Ginevra e Lisa, destinos cruzados
    4. Uma fantasia chamada Mona Lisa
    5. A natureza estranha das peças de museu
    6. Uma digressão mundial de inalienabilidade (na altura do cancelamento da cultura)
    7. Inventário do Louvre
    8. Arte, um mercado global próspero
    9. Peritos e compradores
    10. Mas o que é que Leonardo teria feito? Internet
    11. Mas o que é que Leonardo teria feito? A blockchain
    12. Então, quanto pela Mona Lisa?
    13. A classe criativa

 

Sobre a FABERNOVEL

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