GAFAnomics: resultados do quarto trimestre de 2019

18 de Fev de 2020

Neste GAFAnomics: Resultados fazemos uma análise aos resultados do 4º trimestre de 2019 das empresas que lideram a Nova Economia. 

O setor de tecnologia teve o melhor desempenho no último trimestre de 2019

O setor da Tecnologia cresceu 19% em bolsa, sendo a indústria mais atraente para os investidores (mais que a indústria da saúde que cresceu 12% ou telecomunicações que cresceu 8%).

“A capitalização bolsista das 20 empresas da nova economia que analisámos cresceu 1,3 biliões de dólares só no último trimestre de 2019, o equivalente ao PIB da Espanha ou à capitalização bolsista da Microsoft.”

Jean-Christophe Liaubet, Managing Partner, Fabernovel

A Tesla continua imparável, pela 2º vez consecutiva gerou lucro. A produção cresceu em 23% e já foram feitas 150.000 pré-reservas do Cybertruck, a pickup eléctrica que a empresa prevê começar a comercializar no fim de 2021.

A Apple cresceu 9% em relação ao 4º trimestre de 2018, apresentando uma receita recorde de 91,8 mil milhões de dólares. O iPhone representa 60% (56 mil milhões) da receita total. O segmento dos wearables, casas conectadas e acessórios da Apple (Apple Watch, AirPods, etc.) cresceu em 37%, a receita ultrapassou os 10 mil milhões de dólares, e os serviços (App Store, Apple Music, Apple Pay, Apple TV+, etc.) atingiram uma receita recorde de 12,7 mil milhões, +17% que no período homólogo.

A Alphabet, empresa da Google, ficou aquém das expectativas. A Google está à procura de novos motores de crescimento a longo prazo (cloud, serviços de saúde, serviços financeiros) que exigem um grande investimento de capital e isso reflete-se na margem de lucro da empresa, que do 4º trimestre de 2017 para o 4º trimestre de 2019 passou de 24% para 20%.

“Pela primeira vez, a Alphabet divulgou novos indicadores, incluindo as receitas do Youtube e do negócio cloud, com o objetivo de tranquilizar certos investidores face ao desempenho “decepcionante” da Google. Na verdade, estes novos indicadores permitiram à Alphabet ilustrar o crescimento fenomenal do Youtube, que se estima que passou de uma receita de 11,2 mil milhões de dólares em 2018, para 15,2 mil milhões de dólares em 2019, ou seja, um crescimento de 36%. Se o Youtube representa apenas 9% das receitas, este crescimento impressionante ilustra um serviço com forte potencial, como apontou Sundar Pichai, CEO do Google”.

Jérémy Taïeb, Analista Financeiro na Fabernovel

“O mundo financeiro deve integrar novos indicadores. Além dos novos indicadores divulgados pela Amazon e pela Alphabet, o CEO do Netflix, Reed Hastings, disse ao New York Times que o número de subscritores não é representativo e que deve dar lugar ao tempo de visualização, o melhor indicador sobre o envolvimento dos subscritores.”

Agathe Martin, Analista Financeira na Fabernovel

2010-2020: uma década sob a hegemonia das empresas da Nova Economia

Na década de 2010-2020 o Cloud Computing revolucionou a forma como as empresas guardam e organizam a informação. À Microsoft e Amazon junta-se a Google que também está a investir massivamente no Cloud Computing, com um crescimento de 53% e uma receita de 9 mil milhões de dólares em 2019.

O mobile é a interface dominante com 3,5 mil milhões de utilizadores, colocando a Apple e Google uma posição estratégica. Porém, as interfaces suportadas por voz, realidade aumentada e virtual, poderão ser o futuro. Neste caso, será a Facebook e a Amazon que se encontram estrategicamente posicionadas.

Ação climática: as empresas da Nova Economia estão a começar a tomar medidas, mas podem ir mais longe

As empresas da Nova Economia estão a começar a dar resposta à problemática ambiental. Apesar das medidas serem algo radicais e o esforço ser notável, os GAFA ainda estão aquém a nível de investimento nesta área. O modelo de negócio é, de facto, o verdadeiro cerne do problema, tendo os GAFA a responsabilidade de criar um novo equilíbrio: integrar o design responsável no design dos seus produtos e serviços, reinvestir uma parte crescente dos lucros em iniciativas ambientais e, sobretudo, informar e educar sobre o impacto do seu consumo.

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