FABERNOVEL | 2020
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E de repente, 2020.

Iremos, em conjunto, tornar este ano o melhor da nossa vida? Ou deixar-nos-emos levar pela nostalgia do futuro? 

 

Na imagem, um espelho.

Um piscar de olho invertido às distopias de Black Mirror, aos neurónios espelho que refletem o mundo exterior como um retrovisor, porque é impossível avançar sem saber de onde vimos, e um apelo às nossas responsabilidades face às gerações futuras, para nos preparar para um futuro solidário, cheio de talentos, optimismo e sustentabilidade.

Este futuro, que criamos juntos, está nas nossas mãos.

Com os nossos clientes, levamos a peito o “fazer novo” (Faber Novel), criar experiências, primeiras vezes, identificar as tendências de um olhar singular, inventar o amanhã uns passos à frente.

Partilhamos consigo as nossas inspirações, dando luz às predições do passado, imaginando os nossos futuros e levantando bem alto as palavras que nos irão guiar em 2020.

Vamos tomar balanço…

Bom ano, boa década!

A equipa FABERNOVEL  

2020. 20 anos de 2000.

 A equipa da Fabernovel deseja-lhe um extraordinário ano dedicado a inventar o futuro.

Partilhamos as 20 palavras que 20 talentos escolheram para guiar o ano de 2020.

E para si? Se tivesse de escolher uma palavra, qual seria?

As 20 palavras

2020, uma ficção como tantas outras?

Vai encontrar mais abaixo, as predições dos pensadores do século passado. Na época, 2020 era um futuro por inventar. Talvez alguns tivessem sonhado muito alto, muito longe, muito forte, imaginaram um futuro improvável, contaram histórias. 

As suas ficções.

Falar do futuro, imaginar o amanhã, não será afinal construir uma ficção coletiva, ou até escrever uma lenda pessoal. Projetar-se, fazer suposições, ousar predições, aceitar fazer apostas sobre o futuro.

A ficção é uma fantástica ferramenta de crítica sobre o presente, o passado e também uma incrível alavanca de criatividade.

Acreditamos na ficção como ferramenta de desenvolvimento do futuro, através das transformações que inventamos. 

Acreditamos no design fiction como prática para ultrapassar constrangimentos, para despertar o imaginário e colocar em debate os futuro possíveis.

Acreditamos nas histórias, para criar o novo, para pensar na realidade fora da caixa.

Utopia, Viagem ao centro da terra, 1984, Admirável mundo novo, A fundação… a ficção (científica) sempre alimentou as nossas visões do futuro – desejável ou não.

Hoje, Years and Years, Black Mirror ou The Handmaid’s Tale desenham, nos nossos ecrãs algumas formas de futuro próximo, antecipando talvez o que se tornará o nosso real se não começarmos a por em marcha as alternativas a estas distopias.

Mas se elas soam tão forte hoje, talvez seja porque precisamos de ter visibilidade sobre um futuro que nunca nos pareceu tão incerto.

 

Como será o amanhã?

Para onde caminhamos?

Até onde iremos?

 

Trememos de impaciência por descobrir.

Encontre as nossas primeiras reflexões (em francês).

Design Fiction

Anatomia de 2020 segundo os pensadores do século passado

Aqui está um homem, em pé sobre as suas pernas, com dois braços, uma cabeça e todos os seus dentes. Um homem como os que vê todos os dias.

[1]  Ao seu lado, um caixote do lixo, e lá dentro todos os seus vícios. Café, tabaco, álcool: esquecidos. Nikola Tesla já o tinha antecipado em 1937, todos os estimulantes seriam erradicados do consumo humano. Não porque foram proibidos ou forçados, simplesmente porque deixou de haver interesse em ingredientes tóxicos, deixou de ser moda.

[2] E em que é que se tornou o pecado da gula? Que pergunta! O homem já não se alimenta. Não é necessário: “nanorobots” percorrem o nosso corpo tratando de o alimentar e purificar. Parecia ser uma loucura quando Ray Kurzweil fez essa predição em 2005.

[3] Woosh! Consegue ouvir esse som? É o míssil postal que acaba de passar por cima das nossas cabeças. O tal que o general encarregue dos Correios Americanos tinha imaginado em 1959 para reduzir os atrasos de entrega entre os Estados Unidos e a Europa. Como imaginar enviar mensagens de outra forma? Seria ridículo!

[4] É surpreendente imaginar os esforços que o homem tinha de fazer há alguns anos. Em 2020, claro, ninguém vai mexer um dedo que seja. Para fazer o quê? As máquinas encarregam-se de tudo. E todos serão ricos – exatamente como foi predito pela revista Time em 1966.

[5] E os dedos mindinhos, para que servem? É muito melhor agora que já não temos nenhum nos pés. Tal ideia foi de um cirurgião da Royal College of Surgeons of England, chamado Richard Clement Lucas, em 1911. 

[6] Nesse mesmo ano, o visionário Thomas Edison adivinhava que em 2020, tudo seria feito de aço. Desde cadeiras a berços de bebé, os armários e até a casa, desde a cave às águas furtadas. 

[7] É assustador? Ainda existe um sítio onde se encontra pó (vermelho) em vez de aço: Marte. 2020 seria o ano em que finalmente chegaríamos ao planeta vermelho, segundo a revista Wired, em 1997

Tout un homme, fait de tous les hommes
et qui les vaut tous et que vaut n’importe qui.

Jean-Paul Sartre 

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